sábado, 12 de janeiro de 2019


NO TEMPO DE PESSOAS “IMPORTANTES” COMO NÓS
50 Anos da História de Alcobaça Contada através de Pessoas

Amaral, Serafim, natural de Alcobaça, aí sempre viveu.
Alfaiate de profissão, teve inicialmente o estabelecimento no Rossio, de Alcobaça (por cima do atual café Ala Sul) e depois no primeiro andar do antigo edifício do Turismo (hoje Hostel). Amaral vendia também máquinas de costura e bicicletas, embora a sua principal atividade fosse alfaiate, aliás muito bem afreguesado e com muitas costureiras ao serviço. Pode-se de certo modo dizer que era o alfaiate com mais serviço em Alcobaça. o que decorria desde logo pela perfeição e habilidade com que trabalhava. Sendo pessoa assumidamente conotado com a oposição ao salazarismo, isso não o impedia de ter clientes de todos os quadrantes políticos. No seu estabelecimento havia para confeção própria inúmeras peças de tecido de boa qualidade de origem nacional ou mesmo estrangeira. Como iniciativa do salazarismo, os Jogos Florais da EN referentes a 1946, realizaram-se em Alcobaça.
A propósito destes Jogos Florais, Albino Serrano, recordou em A Hora da Libertação (ed. do PCP), uma situação de perigo passada no dia quatro, ou antes, de quatro para cinco de Outubro de 1946, quando se realizaram os Jogos Florais, no Refeitório do Mosteiro, com a presença de António Ferro, alto dignitário do regime fascista.
Mas havia outros alfaiates em Alcobaça, como Aniceto Rosa, na Rua Frei Fortunato, a Alfaiataria Alcobacense, de Joaquim Marques Rosa, na Travessa da Botica ou Jacinto do Amaral, no Rossio.

Leia-se aqui o infra rerferenciado Albino Serrano e No Tempo de Salazar, Caetano e Outros, de Fleming de Oliveira.

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