quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Os Monges Agrónomos do Mosteiro de Alcobaça - J.Vieira Natividade
Ficha Técnica
Autor:
Joaquim
Vieira Natividade
Título:
Os
Monges Agrónomos do Mosteiro de Alcobaça
Revisão, Fixação de texto e Prefácio:
Fleming
de Oliveira
Nota Introdutória:
Manuel
Pimentel Castelhano
Edição:
Cooperativa
Agrícola de Alcobaça (2013)
Capa:
-Daniela
Santos
-Fleming
de Oliveira
Mapas:
-Daniela
Santos
Imagens:
-Arquivo
Particular do Autor
-Biblioteca
Municipal de Alcobaça
-Mosteiro
de Alcobaça
-Internet
Composição, impressão e acabamento:
Relgráfica
– Artes gráficas, Lda. – Benedita
Nota: Para eventual aquisição contacte Cooperativa Agrícola de Alcobaça (262597556) ou Fleming de Oliveira (962925444 ou flemingdeoliveira@gmail.com)
quinta-feira, 30 de maio de 2013
OS DIAS DA MÚSICA
2013
Decorreu este ano (2013), e durante um fim-de-semana
de Abril, no Centro Cultural de Belém, mais uma edição, a sétima, de “OS DIAS
DA MÚSICA”, sob o égide de “O Impulso do Romantismo”.
Afinal o que é “O Romantismo”?
Vou tentar caracterizá-lo de uma forma simples e compreensível, muito
especialmente por não nos estamos a dirigir a especialistas ou académicos. “O Romantismo”, foi um movimento de
origem europeia, estético e artístico (que se expandiu pelas Belas Artes, Literatura e Música), político e filosófico, e que perdurou por
grande parte do século
XIX,
embora se tenha iniciado no século anterior. Assumiu-se como uma sensibilidade,
na visão
de mundo
contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a
consolidar os Estados nacionais.
Inicialmente, sendo apenas
uma atitude, o “Espírito Romântico”
passou a designar a visão de mundo centrada no indivíduo, tendência
idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo. Os autores
românticos voltavam-se cada vez mais para si, retratando o drama humano, os amores
trágicos, os ideais utópicos, o desejo de “fuga”. Se o século XVIII, foi
marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela Razão, “O Romantismo” do
século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo
“Eu”, rumo a uma cultura da
libertação que, politicamente, encontra se radica na Revolução Francesa
A exaltação da
pessoa, a redescoberta da “Cultura Medieval” em contraposição com a “Greco-Romana”
(arte equilibrada e perfeccionista), a libertação dos
sentimentos e a apologia das paixões, em oposição à “Ditadura da Razão”, são os
valores explorados pelos românticos. A ironia e a melancolia caracterizam este
estado de dúvida e de anseio, bem como a crítica distanciada da sociedade e o
sonho de qualquer coisa nova.
O
“Espírito Romântico”, como sonho e fantasia, baseia-se na inspiração fugaz dos
momentos fortes da vida subjetiva, a fé, o sonho, a paixão, a intuição, a
saudade, o sentimento da natureza e a força das lendas nacionais. Com o tempo e
muito graças ao impacto do romantismo sobre a cultura do século XVIII, a
expressão ganhou outra dimensão que chegou aos dias de hoje, embora
restringindo-se, usualmente e vulgarmente, ao plano afetivo. O romântico é neste
sentido o enamorado, o apaixonado, o sonhador ou o utópico. Perguntamo-nos,
pois, o que é hoje “O Romantismo”, no sentido de se saber se alguém ainda pode
ser considerado romântico neste século XXI.
As
primeiras manifestações de “O Romantismo” na música, que de certo modo é o que
de momento me interessa considerar, apareceram segundo os especialistas com Beethoven, cujas Sinfonias, a
partir da Terceira, revelam uma temática profundamente pessoal e interiorizada,
tal como algumas de suas sonatas para piano.
Outros compositores
como por exemplo, Chopin, Tchaikovsky, Mendelssohn, Liszt, Grieg, Brahms e Berlioz, levaram ainda
mais longe o “Espírito Romântico” de Beethoven, abandonando o rigor formal do Classicismo para escreverem
músicas mais de acordo com as emoções
Na
ópera, os compositores
mais notáveis foram o italiano L. Verdi e o alemão R. Wagner. O primeiro compôs
óperas, plenas de conteúdo épico ou patriótico, como “Nabucco”,
“I Vespri
Sicilianni”,
“I Lombardi nella Prima Crociata”,
sem prejuízo de ter escrito também outras baseadas em histórias de amor, como “La Traviata”. Wagner foi à procura
da mitologia germânica, como “O Anel do Nibelungo”, “Tristão e Isolda”, “O Holandês Voador”, ou sagas medievais
como “Tannhäuser”, “Lohengrin” e “Parsifal”. Mais tarde na Itália o romantismo na ópera assumirá mais expressão com Puccini.
Desde cedo, Hector
Berlioz, nascido a 1803, identificou-se com o “O Romantismo” francês. Eram seus
amigos, entre outros, Alexandre
Dumas, Victor Hugo e Balzac. Posteriormente, T.
Gautier escreveria que “Hector
Berlioz parece formar, juntamente com Victor Hugo e Delacroix, a Trindade da Arte
Romântica”.
A
morte de seu pai, levou-o a compor a ”Marcha Fúnebre para a última Ceia de
Hamlet”(inserida
na programação deste ano, que foi interpretada com sucesso pela Banda da GNR seguramente
o expoente máximo deste tipo de agrupamentos musicais em Portugal ou mesmo na
Europa e que continua a prosseguir o admirável objetivo de levar a cultura
musical a todo o país)
e a cujo concerto assisti e aqui destaco.
Sempre
que ouço Berlioz, recordo-me (desculpem-me este aparte, eventualmente, deslocado) dos meus tempos no
“Orfeon Académico de Coimbra”(com os maestros Raposo Marques e depois Joel Canhão) enquanto estudante
universitário e, muito mais tarde já pai de filhos e Advogado em Alcobaça nos “Antigos
Orfeonistas”, onde o “Amen”, da “Danação de Fausto”, era de certo modo o hino
do nosso coro, que fazia a ponte entre as sucessivas gerações e encerrava com
emoção, desde há muitas dezenas de anos, as atuações em público. Pergunto-me se
teria Berlioz ofendido, escarnecendo, o sentimento religioso dos fiéis
nessa passagem da “Danação de Fausto”?
Na verdade, não se pode dizer que seja um “amen” muito edificante, o
cantado na peça pelos convivas duma taberna de Leipzig e por nós (coro masculino) com alegria, garra e
certeza de sucesso.
Seja como for, é magistral o modo como,
independentemente do enquadramento, esta área se vê impregnada de ironia, uma
caricatura em “estilo fugado” onde, com minúcia, Berlioz exagera os contornos
do contraponto tradicional, numa aparente cacofonia.
Caros leitores:
embora com menos meios “OS DIAS DA MÚSICA”
são um marco importante no nosso meio cultural e recomendo vivamente que quem
tiver oportunidade não perca a edição do próximo ano.
terça-feira, 23 de abril de 2013
AMULETOS, TALISMÂS E
BOA SORTE!!!
Fleming de Oliveira
De
acordo com certas culturas, ou mentalidades, a lisonja acarreta ou tem
subjacente uma maldição. O mesmo se aplica à inveja. Desde tempos remotos, tais
pragas, denominadas como mau olhado, partem da crença que um individuo pode
causar male, simplesmente olhando (dardejando) para os bens de outra pessoa, senão
mesmo nela própria. A proteção seria possível com talismãs ou amuletos usados,
transportados ou pendurados muitas vezes nas casas. Ainda há, como creio que
haverá sempre, pessoas que vivem a explorar, o que poderíamos caracterizar,
linearmente, como “crendice popular”.
Com os progressos do cristianismo, desde logo a partir dos primeiros
séculos, foi desencorajado o uso de amuletos, tidos como objectos pagãos.
Porque muitos dos primeiros cristãos (recém convertidos mostravam o desejo de
usar talismãs e amuletos), a Igreja fez esforço para divulgar novos objetos
sagrados, como imagens de Jesus, Virgem Maria e Santos.
Os amuletos da sorte tem a “grande” função de proteger a pessoa
a quem pertencem, da má sorte, perigo ou doença. A palavra amuleto parece
provir do latim “amuletum”, isto é, objecto usado para a defesa, ou do
árabe “hamalet”que , por sua vez, significa o que está suspenso.
O escritor e filósofo romano, Plínio, o “Velho”, terá sido o primeiro a
registar a existência de amuletos de sorte. Na sua obra “História Natural”, que
remonta ao ano 79 dc, Plínio, menciona como categorias de amuletos, os que
oferecem proteção contra a negatividade e a má sorte, os que contém substâncias
profiláticas e ainda os que se destinam a serem usados como remédio.
Nos
países banhados pelo Egeu, os indivíduos de olhos claros são considerados mais
poderosos, e os amuletos na Grécia e Turquia são, geralmente, globos oculares
azuis. Quando há uns anos estive na Turquia, a minha Mulher fez questão de
trazer como mera recordação turística (o que fazia questão de ressalvar, para que
não restassem dúvidas…) alguns destes amuletos, que colocou à porta de casa e ofereceu aos filhos. O olho turco é um amuleto azul muito comum
naquele país, sendo exportado para todo o mundo. Tradicionalmente é usado
contra mau olhado. Na Turquia, segundo nos explicaram, as mães colocam o
amuleto na roupa dos filhos, pelo que se é encontrado rachado, significa que
funcionou e protegeu a criança. Ao carregar um “olho turco”, a energia negativa
direcionada ao portador será atraída pelo amuleto, ainda que seja por meio de
um elogio, já que os turcos acreditam que elogios podem revelar, inconscientemente, a inveja.
Bastante antigo, e ainda relativamente usual entre nós é a ferradura, um
talismã com o poder de atrair o bem e expulsar o mal da casa que a tiver
colocada. Para ter mais força ainda, deve ser aplicar-se atrás da porta de
entrada. Diz-se ser eficaz para expulsar pessoas invejosas, além de atrair
dinheiro e prosperidade.
Na verdade tem havido mudanças de formatos dos amuletos ao longo dos anos
mas, mesmo assim, o seu poder permanece inalterado. Além de atrair sorte, os
amuletos também servem para afastar a energia negativa. Alguns Portugueses,
usam chifres ou símbolos fálicos destinados a “distrair” os lançadores de
pragas ou os invejosos, ressalvando normalmente que não acreditam nisso, mas na
dúvida…. Um conhecido meu, usava um “pé de coelho” no carro, e não era
propriamente um “primário”. Porquê?, perguntei uma vez. Recorde-se que o coelho
é considerado um símbolo de fertilidade, portanto, quem tiver um pé de coelho
como amuleto, está a afastar as más energias que impedem a fertilidade, seja na
vida, família, amor ou negócios.
Segundo se dizia em casa de meus Pais, quando
nasci um tio deu-me uma pequenina figa em metal, mas que engoli para grande
preocupação de minha Mãe, acabando por ser expelida pela “via natural”.
Quando andava a
estudar em Coimbra, um colega de casa trazia sempre consigo um “trevo da sorte”, para o
acompanhar no jogo e aconselhava que se alguém achar um
trevo-de-quatro-folhas, guarde-o com todo o carinho até secar,“sabendo” que ele
atrai muita sorte na hora de jogar. Mas caso não se consiga ter um de verdade,
pode-se comprar um, desde que usado com a mesma fé.
Nestes tempos de crise, muito jeito nos faria um eficaz amuleto, trevo da
sorte ou outro, não é verdade?
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