terça-feira, 15 de janeiro de 2019

NO TEMPO DE PESSOAS “IMPORTANTES” COMO NÓS

30 Anos da História de Alcobaça Contada através de Pessoas

Jogou no Benfica, de 1956 a 1970, onde conquistou vários títulos de campeão nacional e a Taça de Portugal.
Atuou inicialmente, como extremo-esquerdo, depois como médio, e finalmente, como defesa-direito. Foi bicampeão europeu pelo Benfica, em 1961 e 1962 e jogou nas finais de 1963 e 1965 (que o Benfica perdeu), 18 vezes internacional, tendo marcado 5 golos pela Seleção Nacional. Apesar de terem sido raros os golos, Cavém marcou o golo decisivo na final de Taça dos Campeões Europeus de 1961-1962 contra o Real Madrid, ainda sem contar com Eusébio. Cavém, em 1970, em fim de carreira veio trabalhar, como jogador-treinador no Ginásio Clube de Alcobaça, ao tempo presidido por Luís Domingos Lopes. Depois ficou aqui a viver, relativamente esquecido e triste, fumando um cigarrito, frequentando o Snack-bar Gafa, até que um dia morreu, envelhecido e só.
-O futebol é um desporto violento?
-De acordo com Cavém (leia-se Fleming de Oliveira em No Tempo de Salazar, Caetano e Outros) o futebol é hoje em dia menos agressivo que outrora. No meu tempo, havia talvez jogadores mais maldosos, mas hoje as normas da FIFA, vão no sentido de dar maior proteção aos atletas. Sempre admirei um jogador viril, mas nunca um jogador violento. A virilidade fazia parte do meu jogo.
-A atual preparação física tem alguma coisa a ver com isso?
-Acho que sim, a velocidade é um fator importante para perceber a agressividade e até a violência no futebol. A velocidade implica um maior contacto físico e por consequência mais lesões. Tenho a convicção, repito, que o futebol de hoje não é mais agressivo, no sentido negativo da expressão, que o de outrora. Claro que é difícil estabelecer comparações com o futebol de há 20 ou 30 anos, no tempo em que jogava.
-O futebol deixou-lhe marcas?
-Claro, não se vê muito na cara, mas deixou-me principalmente muitas saudades de qwue nunca me recompus.
Faleceu com 73 anos.
O antigo jogador de futebol morreu na cidade que escolheu para viver, depois de ter deixado o clube da Luz.
Terminada a carreira de treinador no Ginásio, Cavém trabalhou para a Câmara Municipal de Alcobaça, como encarregado do Pavilhão Gimnodesportivo sendo presença assídua nos jogos do clube. Assistiu ao seu apogeu quando em 1980/1981 o GCA disputou a 1ª Divisão, e também ao declínio quando caiu aos distritais uma década depois. Cavém viveu os últimos anos com dificuldades materiais, em parte ultrapassadas por um subsídio que a autarquia lhe destinava. Para contornar a burocracia, a Câmara canalizava uma verba para o Ginásio, que depois era entregue ao antigo atleta..
Cerol, Mário Jorge de Deus Gil Leal, nasceu em Alcobaça a 28 de julho de 1975.
Foi criança muito brincalhona e agitada, ligada sentimentalmente aos bombeiros de Alcobaça.
Fui praticamente criado no meio dos bombeiros de Alcobaça, e quando era pequeno fugia para o quartel dos bombeiros sempre que podia, visto que moro perto.
Antes da idade necessária para ingressar no corpo dos bombeiros, foi a sua mascote durante algum temo. Aos cinco anos deu entrada na Fanfarra, apesar de não ter jeito para a música.
Quando completou os 14 anos, ingressou no corpo ativo dos Bombeiros de Alcobaça, onde ainda hoje se mantém.
Quando solicitado a definir um bombeiro, Mário Cerol é perentório é preciso ter um gosto especial e uma sensibilidade suficiente para partilhar os momentos difíceis dos outros
Fez o curso de Direito, mas não exerce atividade jurídica, pois é Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça a tempo inteiro, desde 12 de março de 2004.
Frequentou com aproveitamento inúmeros cursos de formação, tanto em Portugal como no estrangeiro, como Curso de Quadros de Liderança (organização e liderança, gestão operacional e prática de combate a incêndios).
É bombeiro desde os 4 anos.
-Muitas caras lavadas em lágrimas, bandeira a meia haste e várias pessoas à procura de notícias dos Bombeiros de Alcobaça, que sofreram um acidente no combate ao incêndio em S. Pedro do Sul.
Era este o ambiente que se viveu no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, onde duas folhas, afixadas na porta exterior, davam conta como a notícia de última hora, a morte de João Vítor Pombo da Silva Domingues, bombeiro (nasc. a 27 de fevereiro de 1968-fal. a 9 agosto de 2010) e que há mais de 20 estava na corporação. 
Esta é a notícia que nunca esperamos dar, desabafou José Conde, o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, que acrescentou não se lembrar de uma tragédia destas. Já tivemos dois acidentes graves, em que temos a lamentar uma morte, mas não foi de ninguém dos bombeiros, afirmou.
Mário Cerol, reuniu os homens que estavam no quartel e comunicou o sucedido. Os homens largaram tudo o que estavam a fazer e começaram a chorar,
Paulo Inácio, disse que os bombeiros e o concelho estão de luto pela morte deste soldado da paz que era uma referência da corporação. 
Paulo Inácio salientou que o falecimento do bombeiro ocorreu no teatro de operações, socorrendo e ajudando outros locais que precisavam da nossa ajuda, como nós às vezes precisamos da deles. 
A viatura onde seguia o bombeiro integrava uma coluna de seis carros com 22 homens do distrito de Leiria - das corporações de Peniche, Batalha, Alcobaça, Juncal e Maceira - que estava a ajudar, ao combate ao incêndio de São Pedro do Sul. 
O acidente que vitimou o bombeiro de Alcobaça, e onde seguiam mais quatro elementos da corporação, ocorreu pelas 15:30, na localidade de Candal, informou a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
O despiste da viatura provocou ferimentos, sem gravidade, noutro elemento, um funcionário do Instituto Nacional de Emergência Médica, de 25 anos. 
Leia-se aqui João Vítor Pombo da Silva Domingues.
-A inauguração do edifício para instalar o Museu dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, foi a prenda do 126.º aniversário da corporação, no dia 1 de maio de 2014.
Para Mário Cerol, a inauguração do edifício representa um concretizar de um sonho, honrando o passado, dignificando o presente e projetando o futuro.
Jaime Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, aproveitou a presença do Secretário de Estado da Administração Interna para lançar o repto ao Governo de mais esforços. Hoje que se faz história em Alcobaça, faço o apelo para uma lei de financiamento para garantir a estabilidade destas instituições.
Em resposta, João Pinho de Almeida garantiu que se pretende reconhecer o profissionalismo aos voluntários com ações concretas, nomeadamente com formação, seguros e melhores condições para o combate aos incêndios. Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, explicou que a autarquia dá 20 mil euros mensais aos Bombeiros de Alcobaça, considerando que é preciso cada vez mais institucionalizar a sociedade.
Os Bombeiros Voluntários de Alcobaça apresentaram, no dia 29 de abril de 2015, o livro comemorativo do seu 125º. aniversário.
Leonor Carvalho e Susana Leão foram as historiadoras encarregues da elaboração do historial da corporação, a mais antiga do distrito de Leiria, fundada por Manuel Vieira Natividade, seu primeiro comandante, em 1888.
O presidente a direção, Antero de Campos, recordou que o lançamento do livro 125 Anos de História e Memória - Bombeiros Voluntários de Alcobaça, é o segundo grande objetivo concretizado pela direção a que preside, depois da inauguração do Museu dos Bombeiros, em 2014.
Mário Cerol, recordou que os Bombeiros de Alcobaça nasceram por vontade da população e que a forte ligação com a comunidade se mantém até aos dias de hoje
-Os Bombeiros Voluntários de Alcobaça assinalaram, no feriado de 1 de maio de 2015, o 127.º aniversário da fundação. A instituição aproveitou a ocasião para promover dois elementos do corpo ao cargo de subchefe. João Saraiva foi eleito pela corporação como bombeiro do ano.
César das Neves, João Luís Alves, nasceu em Lisboa em 1957.
Professor catedrático e presidente do Conselho Científico da Católica Lisbon School of Business & Economics, obteve na mesma faculdade a licenciatura e o doutoramento em Economia. Possui ainda um mestrado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa e um mestrado em Investigação Operacional e Engenharia de Sistemas pelo Instituto Superior Técnico. Foi assessor económico do Primeiro-ministro entre 1991 e 1995, em 1990 foi assessor do Ministro das Finanças e, de 1990 a 1991 e de 1995 a 1997, técnico superior do Banco de Portugal. Autor de mais de trinta livros e de múltiplos artigos científicos, é também colaborador na imprensa, assinando uma coluna no Diário de Notícias.
J. Cesar das Neves esteve presente no Centro Social Paroquial de Alfeizerão, no dia 13 de novembro de 2009, convidado para debater temas sociais, expressos na Encíclica do Papa Bento XVI A Caridade na Verdade, a convite do Instituto Diocesano de Formação Cristã.  


NO TEMPO DE PESSOAS “IMPORTANTES” COMO NÓS
30 Anos da História de Alcobaça Contada através de Pessoas


Cavaleiros Tauromáquicos,

João Cerejo, Joaquim Bastinhas e Moura Caetano, Grupos de Forcados de Montemor-o-Novo e de Caldas da Rainha, no dia 9 de maio de 2004 esgotaram a lotação da Praça de Touros desmontável da Benedita, numa corrida à portuguesa, comemorativa dos 20 anos da elevação a Vila, organizada pelos Bombeiros Voluntários em seu benefício.
-No dia 11 de maio de 2008, teve lugar na Praça de Touros da Benedita, que se encontrava com numeroso e animado público, uma Corrida de Touros à Portuguesa, organizada pelos Bombeiros Voluntários, em seu benefício.
Participaram os cavaleiros Marco José, José Manuel Duarte e Vítor Ribeiro que cumpriram, perante 6 touros da ganaderia de António Silva. Nas pegas estiveram os Grupos de Forcados de Tomar (capitaneados por Carlos Alberto) e os de Caldas da Rainha (capitaneados por Nuno Vinhais), que efetuaram rijas pegas, bastante aplaudidas.
-Sónia Matias, Marco José e Tiago Carreiras, estiveram no concelho de Alcobaça, no 1 de junho de 2008, com a realização da 1ª. Grande Corrida de Toiros do Bárrio, integrada no 75º aniversário da criação da Freguesia.
A cavaleira de Porto Alto, havia toureado no domingo anterior na centenária Feira da Azambuja, ao lado de Joaquim Bastinhas, Manuel Jorge de Oliveira e Duarte Pinto. No dia 10 de junho seguinte, atuou na corrida da RTP na Monumental de Santarém (Palha Blanco), espetáculo integrado na Feira Nacional da Agricultura.
Por sua vez, o caldense Marco José, depois da atuação no anterior dia 11 na Benedita, voltou ao concelho.
O praticante Tiago Carreiras veio com desejo de triunfar o que conseguiu, depois do êxito recente em Alter, em Santo António das Areias e Santo Amaro (Sousel).
Frente a um imponente (e muito bem apresentado) curro de touros de José Salvador, pegaram com brio e valentia, os Grupos de Forcados Amadores de Tomar e Caldas da Rainha.
A corrida foi animada, musicalmente, pela Banda da Orquestra Juvenil da Freguesia do Bárrio.
-Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Ana Batista atuaram a 17 de maio de 2009, na Benedita.
Nas pegas, os grupos de Forcados Amadores de Tomar e Alenquer, não deixaram créditos por mãos alheias.
No final das lides, foi chamado à praça, o ganadeiro João Ramalho pelo excelente conjunto de animais que apresentou.
Foi um espetáculo organizado pela Tertúlia Tauromáquica a favor dos Bombeiros da Benedita.
-Cumprindo com uma tradição, interrompida nos anteriores 17 anos, Alcobaça foi palco de uma corrida de toiros, no dia 23 de agosto de 2009, incluída na programação da Feira de S. Bernardo, em benefício da Associação de Bombeiros Voluntários.
Atuaram os cavaleiros de alternativa Luís Rouxinol e Filipe Gonçalves (que tinha confirmado a alternativa 2 dias antes, no Campo Pequeno) e o praticante Marcelo Mendes. Os toiros eram da ganadaria de Ruy Gonçalves.
Quanto a Rouxinol, teve uma prestação séria em ambos os toiros (primeiro e quarto na corrida), com um brinde aos soldados da paz. Não abusou dos ferros compridos e procurou impor o seu estilo alegre e fluente, ao citar com vistosas piruetas para se aplicar nos curtos, cravados como mandam as leis, pelo lado direito, em quarteios corretos. Os forcados, não puderam gabar-se de facilidades, pois António Imaginário, de Santarém apenas pegou à terceira e José Henriques, da Chamusca, à segunda tentativa.
Filipe Gonçalves, apelidado por alguns como furacão do Algarve, esteve melhor em Alcobaça do que no Campo Pequeno, em 20 de agosto. Foi o triunfador, segundo os críticos, beneficiando de um ligeiro defeito do primeiro toiro nas patas traseiras, o que lhe aligeirava a corrida. Soube tirar partido do oponente, com vistosos adornos de joelhos precedendo a cravagem dos 4 ferros curtos que galvanizaram as bancadas. O jovem Emanuel, da Chamusca esteve em bom plano, ao consumar a pega na primeira tentativa.
O quinto toiro, que calhou em sorte a Filipe Gonçalves, proporcionou-lhe uma boa tarde. Iniciou os curtos de câmbio em que aguentou a enormidade da investida de praça a praça e, a partir desse momento, agarrou o público, com uma variada série de bons ferros, precedidos de cites de joelhos e um ferro à violino. Na pega, Manuel Góis, de Santarém, falhou 3 tentativas, mas conseguiu desembaraçar-se à quarta.
Marcelo Mendes, lidou um cornúpeto feio, com hastes fechadas a apontar para o céu. Não foi muito feliz no sorteio dos toiros, mas não se intimidou pois desempenhou as lides com brio e acerto, a começar pela brega do primeiro toiro, conseguindo cravar os compridos de forma exemplar. Nos curtos revelou detalhes de seriedade, falhando apenas um ferro na sequência das reações irregulares do animal.
No último toiro, sofreu um toque que deixou marcas na montada. Neste, temia-se que a pega não resultasse, mas depois de uma investida sem rumo, João Góis, de Santarém, consumou a ida à cara com sucesso.
A casa esteve composta e o público entusiasmado saiu muito satisfeito, dando a deslocação por bem entregue.
-No dia 9 de maio de 2010, Filipe Gonçalves atuou na Praça de Touros da Benedita, em favor dos Bombeiros Voluntários.
Nesse ano, e pela primeira vez, a praça foi instalada num espaço alindado em frente ao Quartel dos Bombeiros. Também atuaram Brito Paes (filho e neto de figuras do toureio) e Marcos Bastinhas (filho de Joaquim Bastinhas), que neste ano teve muitos sucessos, destacando-se a Venezuela, aonde foi o grande triunfador na Feria d’El Sol. Em competição estiveram os Grupos de Forcados amadores de Tomar, da Azambuja e o Académicos de Elvas, capitaneado por Ivan Nabeiro, irmão de Marcos Bastinhas.
Considerado como um dos mais novos e talentosos cavaleiros nacionais, tem vindo a afirmar-se tanto em praças nacionais como internacionais.
Na temporada de 2011, fez a estreia no dia 20 de março em Calamonte. Em abril teve presenças no dia 9 em Almendralejo, no dia 30 em Campanário. No dia 1 de maio, Caetano toureou em Talayula e no dia 22 de maio, atuou pela primeira vez, na temporada, em Portugal, marcando presença na corrida da Benedita.
Depois de terem sido anunciados os nomes de Joaquim Bastinhas e Marcos Tenório, juntou-se outro nome, João Moura Caetano, ao cartel da corrida de toiros.
Competição não faltou entre os três cavaleiros alentejanos, o mesmo aconteceu com as pegas repartidas entre os grupos de forcados Amadores de Caldas da Rainha e os Amadores de Coruche que se saíram a contento.
A animar a corrida, esteve a Banda da Nazaré que, a cada ano, se vem afirmando com sucesso ao ser convidada para aturar nas praças importantes do país.
Os toiros pertenceram a ganaderia de Santo Estevão e a organização à Associação dos Bombeiros Voluntários da Benedita que teve ainda no programa uma garraiada na véspera e um passeio equestre pelas ruas da freguesia na manhã do dia da corrida.
-Foi no sábado dia 2 de junho de 2012, pelas 17 horas, que começou a X Grande Corrida de Toiros da Benedita.
Depois de ter sido adiada devido ao mau tempo que se fez sentir no dia 20 de maio, agora com sol a brilhar, havia expectativa a rodear esta corrida de toiros, que teve um cartel composto por três jovens cavaleiros.
Filipe Gonçalves, vinha moralizado depois de uma atuação no anterior domingo na Califórnia.
Marcelo Mendes, rubricou uma boa prestação na sortida do livramento e Pedro Salvador, que declarou estar com muita ilusão e uma vontade enorme de triunfar forte na Benedita. Este cavaleiro disse ainda pensar que o público da região centro do país é caloroso e aficionado e merece uma entrega total da parte dos toureiros.
Pedro Salvador, lembrou que o elenco é composto por três cavaleiros que procuram singrar-se como figuras, pelo que acredita que a Benedita vai receber um grande espetáculo.
Frente a um imponente curro de toiros da Ganadaria Casa da Avó estiveram em praça três grupos de forcados, os Amadores de Tomar, Azambuja e de Coimbra.
A corrida foi animada pela Banda Filarmónica de Turquel que fez a estreia em corridas de toiros.
Nesta corrida atuou com agrado o trompetista José Pereira Gomes, da Maiorga.
A praça esteve instalada em frente ao Quartel dos Bombeiros Voluntários da Benedita, a quem mais uma vez coube a organização.

-Concepcion Verrill, vulgo Conchita Citron, nascida no Chile a 9 de agosto de 1922, embora por muitos considerada peruana, dado neste país ter vivido desde muito nova, e que na década de 1950 atingiu alguma notoriedade em Portugal, frequentou em Alfeizerão com assiduidade e regularidade, a quinta que pertenceu a Vitorino Fróis.

NO TEMPO DE PESSOAS “IMPORTANTES” COMO NÓS
30 Anos da História de Alcobaça Contada através de Pessoas

Cavaco Silva, Maria Alves da Silva, nascida a 19 de março de 1938, em S. Bartolomeu de Messines, Professora Universitária, esposa do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, inaugurou no dia 22 de setembro de 2006 em Alcobaça, na Galeria de Exposições da Ala Sul do Mosteiro, a exposição A Coleção de Cerâmica da Casa-Museu Vieira Natividade e as Fábricas de Louça do Concelho de Alcobaça.
A visitante foi recebida pelo Presidente da Câmara, Gonçalves Sapinho, e por Rui Rasquilho, diretor do Mosteiro, servindo de cicerone Jorge Pereira de Sampaio.
Inúmeros convidados estiveram presentes, muitos de famílias relacionadas com a cerâmica alcobacense.
-Eram 15 horas e 55 minutos de sábado, 5 de dezembro de 1987, quando Maria Cavaco Silva chegou, em visita particular, ao Lar Residencial de Alcobaça, a convite do Diretor, João do Vale Coelho.
Troca de boas vindas e cumprimentos assinalaram a chegada, tendo a convidada percorrido, interessadamente, as instalações do Lar e conversado com alguns utentes, tentando perceber as suas origens e problemas. Para acompanhar a esposa do primeiro-ministro, encontravam-se diversas personalidades da vida política e social, como o Governador Civil de Leiria, Presidente e vereadores da Câmara Municipal. Esperava-se encontrar uma representação da comissão política concelhia do PSD, que por razões que desconhecidas não esteve presente.
-A Fundação Manuel Francisco Clérigo, convidou Maria Cavalo Silva para, em fevereiro de 1988, efetuar uma visita ao Centro Social, bem como assistir à assinatura do Auto de Consignação para a construção do Lar para idosos.
Ao chegar a visitante foi recebida pelo Presidente da Fundação, Mário FGélix Pedro, e restantes membros da Administração, assim como a Junta de Freguesia de S. Martinho, Direção dos Bombeiros Voluntários, PSP, Guarda Fiscal, Delegação Marítima, ISN, Câmara Municipal de Alcobaça, Governo Civil de Leiria, GAT/ Caldas da Rainha e PSD/Alcobaça.
-A mostra alusiva à vida de Inês de Castro esteve patente na galeria do Mosteiro de Alcobaça e Maria Cavaco Silva conheceu os detalhes históricos da vida desta lenda, num amor proibido com D. Pedro.
Maria Cavaco Silva, aproveitou o dia 26 de abril de 2012 para visitar o túmulo de D. Inês e algumas áreas interditas do mosteiro e que aguardam verba para recuperação, como foi o caso do antigo Asilo, onde se pretende que seja construído um hotel de charme.

No final, a Esposa do Presidente da República mostrou-se agradada com o que viu, tendo em conta que conhecia o Mosteiro, mas não as áreas mais escondidas, ao mesmo tempo que gostou da ideia de uma candidatura da história de Pedro e Inês a Património Imaterial da Humanidade.
NO TEMPO DE PESSOAS “IMPORTANTES” COMO NÓS

30 Anos da História de Alcobaça Contada através de Pessoas

Catarino, António Manuel Teixeira, reside em Benedita, onde nasceu no ano de 1973.
A. M. Catarino (como usa normalmente e gosta de ser conhecido), define-se como sociólogo de formação, formador por vocação, fotógrafo por paixão e escritor por natureza.
Licenciou-se em Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, trabalhando na área da formação profissional, desde 1999.
Apaixonado pela fotografia , adquiriu aos 28 anos a primeira máquina fotográfica tipo reflex, decidido a levar o hobby a sério. Colaborar como formador freelancer em diversos centros de formação da zona oeste, permitiu-me explorar fotograficamente Nazaré, Peniche, Caldas da Rainha, entre outros, depois do horário de trabalho. A passagem para a fotografia digital, em 2004, foi um período de valiosas aprendizagens e rápida evolução. Desde então, participei em inúmeras exposições individuais e coletivas e comecei a realizar cursos, workshops e passeios fotográficos, transmitindo aos outros os conhecimentos e competências adquiridas.
A escrita aparece na minhavida como consequência natural do meu gosto em entrelaçar a fotografia e a palavra.
Começou por partilhar textos ilustrando fotografias em blogues, mas a boa reação incentivou-me a ir mais além. Publicou os livros Fragmentário em 2010 e Um em 2011, duas edições de autor. O seu primeiro romance, intitulado Claridade, foi editado em Novembro de 2012. Depois disso, apostou em duas edições de autor: As crónicas de Hélio Meio Frasco em 2013 e Muitos anos sem ti em 2014, antes de publicar um segundo romance, Antologia, em Novembro de 2016. Tem participado em diversas antologias e coletâneas, do qual se destaca Escrever Alcobaça – Antologia de Contos e Escrever Alcobaça – Antologia Poética, editadas por Edições Escafandro. O Fantástico, a Ficção Científica e o Insólito exercem sobre si um fascínio muito especial, o que se reflete em tudo o que escreve.
Participa  ativamente nas associações Amigos das Letras (Alcobaça) e Terra Mágica das Lendas (Benedita).
Ao nível de galardões, para além de várias distinções enquanto fotógrafo, venceu a 4ª edição do concurso literário Alves Redol, categoria conto, com a obra Outra Vez. O prémio, atribuído anualmente pela Palavra Cantada - Associação Cultural, foi entregue a 13 de Dezembro de 2015, na cerimónia em que foi lançada a coletânea Palavras que Contam, promovida pela mesma Palavra Cantada, onde é possível ler o conto deste auitor  A escola.
Catarino, Acácio Ferreira, natural do lugar de Casal da Estrada/ Benedita, nasceu a 19 de abril de 1935.
Casado, pai de dois filhos e avô de cinco netos, é licenciado em sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa/ISCTE e diplomado em política social pelo antigo Instituto de Estudos Sociais /IES.
A vida profissional, muito diversificada, centrou-se, fundamentalmente, nas questões do emprego e da formação profissional, trabalhando no âmbito do Ministério responsável pelo Trabalho e Emprego.
Desempenhou funções técnicas e de diretor (interino) do antigo Serviço Nacional de Emprego, diretor de serviços de Promoção do Emprego, presidente da Comissão Interministerial para o Emprego, diretor-geral do Emprego e Formação profissional e presidente da Comissão Executiva do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Foi membro da Equipa-Piloto para o Planeamento da Investigação Científica e Técnica, em Relação com o Desenvolvimento Económico (anos de 1960), Secretário de Estado da População e Emprego, no III Governo Constitucional, consultor do Presidente da República Jorge Sampaio, docente no antigo IES, no ISCTE, no antigo Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa e na Universidade Católica.
Em regime de voluntariado, foi presidente da Cáritas Portuguesa durante cerca de 17 anos, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, membro da Comissão Nacional Justiça e Paz e dos corpos sociais de várias instituições, nomeadamente, a Cooperativa de Ensino e Cultura, Benedita, a Santa Casa da Misericórdia de Benedita e Amadora, o CEERIA, a Associação Portuguesa de Psicogerontologia, e orador em conferências e iniciativas
É coautor de alguns livros, autor de artigos publicados em várias revistas e de bastante mais de mil pequenos artigos publicados, sobretudo, na imprensa regional.
É Comendador e Grande Oficial de Ordens honoríficas.
Ao longo da sua vida norteou-se por três orientações fundamentais: a erradicação da pobreza e o desenvolvimento integral; a conciliação entre o bem-estar particular e o universal; e, na perspetiva cristã, a conciliação entre o bem-estar terreno e o mistério da bem-aventurança eterna.
-Trata-se de pessoa estimada e respeitadadíssima por quem a Benedita tem natural orgulho.
Catarino, António José Costa Ferreira, ingressou nos Bombeiros Voluntários da Benedita, em 1981.
Fez o percurso  normal dos Bombeiros, desde Subchefe, foi promovido a Ajudante de Comando, depois a Segundo Comandante, em 1995 retirou-se do ativo por motivo de doença e foi promovido ao Quadro Honorário.
-Após um ano e meio de prolongada doença e muito sofrimento, faleceu no dia 1 de janeiro de 1996.
Catarino, José Cipriano, nasceu nos Montes a 7 de abril de 1954.
Fez Licenciatura em Estudos Portugueses e Franceses pela Faculdade de Letras de Lisboa e é Mestre em Linguística pela mesma Faculdade. Doutorando de Linguística Computacional, concluiu a parte curricular. Foi Professor de Português de 1975 a 2012, altura em que se aposentou.
É autor de três romances Do lacrau e da sua Picada (2005), Entre Cós e Alpedriz (2007) e Um amor Inventado (2015), bem como dois inéditos, um, que segundo diz, vai da crise de 1383/1385 à Conquista de Ceuta/1415 e o outro da Maria da Fonte/1846 ao Regicídio/1908.
Recebeu o Prémio Literário Irene Lisboa 2010, Menção Honrosa no 11º. Concurso Literário Dr. João Isabel 2010, 3º. Prémio no 13º. Concurso Literário Dr. João Isabel 2012, Menção Especial no Prémio Glória Marreiros 2013 (novela), 2º. Prémio no 15º. Concurso Literário Dr. João Isabel 2015.
É Cinto Negro (3º. dan), de Karaté.
-Diz que soprou-me o vento sobre o barro, assim fez o meu ser,  pés colados à terra, cabeça acima das nuvens. Cozeu-me à sua imagem — irascível, instável, amigo de larguezas e de solidões. Deu-me por brinquedos imaginação e argila para os moldar — quase sempre aviões, como os que sobrevoavam as vinhas por onde corria descalço, braços abertos como asas tentando elevar-me da mediocridade terrena, e embalado nas descidas pulava barreiras e silvados, e por instantes também eu voava, não tão alto como os jatos que traçavam no céu linhas brancas, nem como os falcões que nele planavam, nem sequer como as esquivas perdizes de voo curto — era antes esvoaçar de melro de moita em moita, coisa de metros, depois, o preço de cada sonho: trambolhão na realidade, amortecido pela terra mole sempre amiga, para outra vez  me levantar e acelerar ladeira abaixo, outra ribanceira, outro salto, outra queda... 
No seu soprar constante o vento levou-me os cabelos um por um, metaforizou as minhas ribanceiras, os meus silvados, os meus voos, só preservou a veleidade de querer elevar-me acima da terra de que me fez, isolando-me daqueles que por todo o lado protestam, resmungam, vociferam, insultam, ameaçam. 
Torno-me suspeito pelo silêncio. A minha linguagem é outra. Oiço as vozes, escuto as raivas, misturo-as, observo as vidas, confundo-as, depois moldo-as no barro da minha escrita, sopro-lhes a vida, na esperança de que se não esboroem  tão depressa como o pó de que o vento me fez.
É economista, professor universitário e político. Antigo líder do PSD (em meados de 1985 foi eleito presidente do PSD), Primeiro-ministro (de 6 de novembro de 1985 a 28 de outubro de 1995), foi o 19º. Presidente da República  (desde 9 de março de 2006, reeleito a 23 de janeiro de 2011), cujo mandato terminou em 2016.
--Na eleição presidencial de 1996,Sampaio obteve 3.035.056 votos (53,91%) contra 2.596.131 (46,09%) de Cavaco Silva. No círculo eleitoral de Leiria, Sampaio obteve 40,04% contra 59,6% de CS.
Na eleição presidencial de 2006 CS obteve 2.773.431 votos (50,54%) e Manuel Alegre 1.138.297 votos (20,74%) No círculo eleitoral de Leiria CS obteve 62,3% e MA 17,4%.
-Enquanto Primeiro-ministro e nessa qualidade, visitou Alcobaça em 1986, depois de ali ter estado em outubro de 1985, em campanha eleitoral.
-Cumprindo a promessa de Outubro de 1986 e aproveitando o período eleitoral, Cavaco Silva, visitou o concelho de Alcobaça. Talvez já cansada de política, de campanhas e promessas eleitorais, a população, mesmo a adepta dos sociais-democratas, não reagiu da forma que se esperava, tendo em conta os resultados das eleições anteriores. Não só a saturação, como também a hora a que o ex-Primeiro Ministro esteve em Alcobaça, três e meia da tarde de sexta-feira dia 10 de julho de 1987, contribuíram para tal.
Apesar da ser hora de trabalho, estiveram na Praça D. Afonso Henriques, num minicomício, cerca de 500 animadas pessoas.
A caravana estava deveras atrasada em relação aos horários previstos, não se tendo, por isso, concretizado o programado almoço com Cavaco Silva, na Cela.
-Apesar da chuva, Cavaco Silva teve uma boa receção em Alcobaça na segunda-feira, dia 9 de janeiro de 1996, com muitos simpatizantes a aguardarem a chegada.
O candidato à Presidência da República chegou a Alcobaça com quase uma hora de atraso em relação ao previsto (à boa moda portuguesa…), mas ninguém arredou pé e em um dia de mercado a receção foi numerosa e calorosa. O espaço em frente a Praça de Táxis, ficou repleto de chapéus e de gente que queria saudar Cavaco Silva e ouvir o seu discurso.
O Ex-Primeiro-ministro, agora candidato à Presidência da República, tal como tem feito ao longo da campanha eleitoral, defendeu em Alcobaça que o melhor para Portugal é o equilíbrio da distribuição de poderes e voltou a defender a teoria de que não é sensato colocar a carga toda do mesmo lado do barco, pois acaba por tombar. Eu quero para Portugal um barco bem equilibrado que vá para a frente no sentido do progresso, da justiça e da solidariedade, afirmou.
Como garantia da sua candidatura apresentou as suas origens humildes, e a  experiência governativa. Numas eleições que nada têm a ver com partidos políticos Cavaco Silva afirmou respeito por todos os portugueses, quer tenham votado no Partido Comunista, no Partido Socialista, no Partido Popular ou no Partido Social Democrata.
-Cavaco Silva visitou em novembro de 2005 a Crisal/Atlantis, no Casal da Areia.
À sua espera estava apenas o Presidente da Comissão Política da Concelhia do PSD, Gonçalves Sapinho. Candidato à Presidência da República (depois de ter perdido uma eleição para Jorge Sampaio), no interior da fábrica, foi recebido por três elementos da Administração, que lhe serviram de guia e aos  acompanhantes.
Depois de percorrer a área fabril, sem que os operários interrompessem a laboração, demorou-se na sala de exposições. Aí teve ocasião de tecer considerações sobre a empresa, que no seu entender se trata de um empreendimento de sucesso. Abriu um novo Livro de Honra e enalteceu o valor do cristal da Crisal, que juntamente com a Vista Alegre constitui um bom embaixador dos produtos de Portugal, afirmando, creio que existe um exemplar na Casa Branca.
-Alcobaça foi palco, no dia 21 de dezembro de 2005, de um megajantar realizado no Mercoalcobaça de apoio a sua candidatura à Presidência da República, na que foi a primeira incursão do ex-primeiro ministro pelo distrito de Leiria.
Cavaco Silva passou por Caldas da Rainha antes do jantar no Mercoalcobaça na presença de muitas centenas de apoiantes de todo o distrito.
Para Maria Helena da Bernarda, mandatária distrital de Cavaco Silva, o facto de Alcobaça receber uma das mais importantes iniciativas da candidatura de Cavaco Silva é sintomática da importância do concelho. Para além de Leiria, Alcobaça e Pombal são dois concelhos que vão dar muitos votos. É um grande concelho e claramente apoiante de Cavaco Silva. Sempre demonstrou isso em outros atos eleitorais. Faz todo o sentido este jantar ser aqui, salientou a mandatária.
-Acompanhado da Esposa e pela Secretária de Estado Adjunta da Reabilitação Idália Moniz, Cavaco Silva deslocou-se a 19 de dezembro de 2006 a Alcobaça, numa visita no âmbito da Jornada do Roteiro para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, onde destacou a ARFAI-IGM Faianças, Ld.ª, sediada em Aljubarrota, por ter empregado 3 pessoas portadoras de deficiência, o que lhe valeu um prémio do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
-Cavaco Silva, visitou a ICEL/Benedita em 2010 e durante essa visita agraciou João Jorge (Presidente do CA) com a Comenda Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial/Classe Industrial, tornando-o assim o primeiro Comendador da Benedita.
-Cavaco Silva continuou a ser Presidente da República nos próximos cinco anos. O candidato apoiado pelo PSD, CDS e MEP venceu as eleições realizadas no dia 23 de Janeiro de 2011, com 52,9% dos votos, seguido de Manuel Alegre com 19,8%, Fernando Nobre, com 14,1%, Francisco Lopes, com 7,1%, José Manuel Coelho, com 4,5% e Defensor de Moura, com 1,6%. No distrito de Leiria, Cavaco Silva obteve resultados acima da média nacional, obtendo 61,6%, contra 14,6% de Manuel Alegre,14,5% de Fernando Nobre e 4,7% de  Francisco Lopes. Pelo contrário, no distrito de Santarém, Cavaco Silva obteve resultados abaixo da média nacional, com 51,9%, seguido de Manuel Alegre com 19,4%, Fernando Nobre com 15,3% e Francisco Lopes, com 8,4%.
Comparativamente à eleição presidencial anterior, Cavaco Silva obteve 2,2 milhões de votos contra 2,7 milhões em 2006, registando uma perda de meio milhão de votos. Também Manuel Alegre perdeu votos nesta eleição presidencial, obtendo 832 mil votos, contra o 1,1 milhão de votos há cinco anos.
Em Alcobaça, Cavaco Silva obteve 59,8%, Manuel Alegre 15,5%, Fernando Nobre,14,9%, Francisco Lopes 4,5%, José Manuel Coelho 4,1% e Defensor de Moura 1,2%.
-Samuel Delgado, empresário e Presidente do Conselho de Administração de Solancis, empresa sediada na Benedita, foi condecorado por Cavaco Silva com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial em cerimónia que decorreu no dia 17 de dezembro de 2015, no Centro Cultural de Macieira de Cambra/Vale de Cambra, que marcou a conclusão das Jornadas no Roteiro para uma Economia Dinâmica.
-Cavaco Silva deixou a Presidência da República no meio de alguma polémica, substituído por Rebelo de Sousa que tem cultivado um estilo diferente e com grande aceitação popular.
NO TEMPO DE PESSOAS “IMPORTANTES” COMO NÓS
30 Anos da História de Alcobaça Contada através de Pessoas

Castelhano, Manuel Pimentel, nasceu em 1943 em Seixo de Mira.
Fez os estudos superiores na Universidade de Évora nas áreas da Economia e da Sociologia/ Instituto Superior Económico e Social de Évora onde se licenciou, Mestrado pela Universidade Nova de Lisboa em Sociologia Aprofundada e Realidade Portuguesa e Pós- Graduação em Economia Social pela Universidade de Coimbra.
A carreira profissional, em Lisboa, foi dividida entre o Ministério do Trabalho e o Banco de Portugal.
Exerceu atividade docente nas áreas da gestão em Universidades e Institutos Superiores, foi Formador de dirigentes nas áreas da sua especialidade /Planeamento Estratégico, Controlo de Gestão, Politicas e Estratégias de Gestão de Recursos Humanos, Desenvolvimento Organizacional, e fez diversas intervenções em Conferências, Seminários e Encontros.
Nascido numa família de agricultores, segundo diz ficou-lhe o gosto pela terra, pelo que nos tempos livres, construiu uma pequena Quinta que se dedica basicamente à produção de fruta, pera rocha, maçã e ameixa, sendo a sua produção de cerca de 250 toneladas.
Iniciou em 2005 um projeto de recuperação da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, depois de uma grave rutura financeira.
Ao fim de alguns anos e de um exigente plano estratégico de reabilitação, a CAA é uma instituição moderna, dinâmica e com grande utilidade para os produtores e para a agricultura do Concelho. Uma das grandes e recentes criações da CAA de certo modo graças a Manuel Castelhano foi a Granja de Cister.
-Alcobaça é conhecida pela qualidade do seu produto agrícola, facto que historicamente tem origem no trabalho desenvolvido pelos Monges Cistercienses nos séculos XIII a XVIII.
Granja de Cister, tem como objetivo a promoção e a divulgação da agricultura da região e dos seus produtos projetando qualidade e excelência.
A iniciativa desenvolve-se em 2 vetores, a criação de um grande showroom onde se reúnem num único espaço os melhores produtos agrícolas e promovem as suas técnicas de produção e a relação de harmonia que as unidades produtivas têm com o meio ambiente e integração na natureza. Paralelamente e em complemento surgiu o projeto Somos da Terra que visa a criação de circuitos turísticos pelas explorações agrícolas.
-A Comissão Concelhia de Alcobaça do PSD, apresentou no dia 27 de junho de 2013, sob o slogan Um Concelho para Todos, os candidatos do partido à Assembleia Municipal (Luís Castelhano), à Câmara Municipal (Paulo Inácio), e às Juntas de Freguesia do concelho, bem como, o Mandatário Concelhio da campanha autárquica às eleições de 29 de setembro de 2013, Manuel P. Castelhano.
Veja-se sobre este assunto, aqui, João Paulo Costa.
-A Granja de Cister  marcou presença, pelo segundo ano consecutivo, com um stand de divulgação dos produtos de excelência, no Festival de Cinema Olhares do Mediterrâneo, que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa, entre 29 de setembro e 2 de outubro de 2016.
-É casado com Maria da Conceição Castelhano, personalidade muito conhecida e infra referenciada.
Castelhano, Maria da Conceição de Jesus Guilherme Pimentel, nasceu a 2 de agosto de 1948, em casa dos pais, em Casais da Vestiaria/Alcobaça, pessoas simples e pobres que se dedicavam à agricultura e aos trabalhos domésticos e após um parto difícil, assistido por uma curiosa muito experiente, que a ajudou a libertar de uma asfixia e cianose, dando-lhe um sopro de vida.
Iniciou a frequência do Centro Paroquial da Vestiaria após a sua inauguração, nos anos de 1950, o que a ajudou a formatar a personalidade e a sonhar ir mais além. O pai apostava na dedicação dos filhos à terra para o ajudarem na  tarefa de a trabalhar, enquanto que a mãe, achava que se deveria estudar para sermos alguém na vida, teimosia que venceu.
Fez a Escola Primária na Vestiaria, o exame de acesso ao liceu, ingressou no Colégio/Extarnato do Dr. Cabrita em Alcobaça e o exame do 5º. ano  no Liceu de Leiria.
Aos 16 anos, rumou a Lisboa para continuação dos estudos e assim fez, durante nove anos, a formação em Serviço Social e depois em Ciências Sociais e Política, um bacharelato e duas licenciaturas. Foi trabalhadora estudante durante 6 anos, para  obter recursos para subsistir.
Em Lisboa, conheceu Manuel Pimentel Castelhano, com quem tem partilhado a vida, pois casaram em 1972, em Mira, terra natal deste.
Trabalhou durante 40 anos nos Serviços de Ação Social da Segurança Social na Madeira, e nos Distritos de Setúbal, Lisboa e Leiria, em vários serviços, integrando a carreira técnica e como técnica superior, tendo sido ao longo da vida profissional, técnica, formadora, coordenadora de equipas, chefe de serviço, chefe de divisão, delegada e diretora do departamento de ação social. Exerceu funções nas áreas da ação social, estudos e relações internacionais.
De entre os serviços que integrou, destaca o IAF/Serviço de Promoção Social Comunitária, o Instituto da Família e Ação Social, o Centro Distrital de Segurança Social de Lisboa, o Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo, a Direção Geral da Família, a Direção Geral da Segurança Social e o Centro Distrital de Segurança Social de Leiria. Fez parte da equipa de formadores do Centro Nacional de Formação de Formadores do IEFP, e durante vários anos monitorizou ações de formação em vários Ministérios nas áreas de relações interpessoais, atendimento do público, secretariado e formação de formadores, requisitada pela Direção Geral da Administração Pública, coordenou e colaborou na organização de eventos, seminários e congressos de âmbito regional e nacional., realizou formação para trabalhadores da Acão social dos Países Africanos de Expressão Portuguesa, nomeadamente da República de São Tomé e Príncipe e Macau.
É autora e coautora de várias publicações no domínio da ação social.
Tendo concorrido a eleições autárquicas na lista de Independentes A Bem da Freguesia, participou de 2005 a 2013, na Assembleia de Freguesia da Vestiaria, como 1ª. Secretária e Presidente da Mesa.
De 2002 a 2008 exerceu os cargos de Vice-presidente e Presidente da Direção da Associação Portuguesa para o Serviço Social Internacional, com sede em Lisboa.
-Viveu em Lisboa dos 16 aos 58 anos, tendo regressado à terra natal em 2005. A partir de 2006 reformou-se e, desde então, tem colaborado com a Fundação Maria e Oliveira na implementação, organização e Direção da Universidade Sénior de Alcobaça. Criada em 2006 a USAlCOA, por iniciativa do Conselho de Administração da Fundação Maria e Oliveira (ao tempo Presidente António Carvalho. Rainho, aqui referenciado) abriu portas com 156 alunos, 27 disciplinas e 24 professores, maioritariamente voluntários. No ano de 2015/2016, foram 192 os alunos inscritos, distribuídos por 31 turmas e 21 professores/colaboradores.
Nestes 10 anos conseguimos afirmar-nos na comunidade como uma valência de utilidade para os seniores, pois permite-lhes ter um espaço de aprendizagem e um local de acolhimento e de convívio, proporcionando-lhes um envelhecimento ativo e a consequente alegria de viver, referiu Conceição Castelhano.
Castro, Inês de,/Ópera, Teatro, depois do êxito que foi o Cistermúsica 2003, outro acontecimento de envergadura artística ocorreu em Alcobaça, a Ópera  Inês de Castro, da autoria do compositor italiano Giuseppe Persiani e com encenação de Carlos Avilez.
A sala de espetáculos no dia 28 de junho de 2003 foi o Largo do Rossio e o palco as escadarias do Mosteiro. Cerca de 120 artistas (músicos, cantores e figurantes) proporcionaram um espetáculo, para ver e aplaudir famosos cantores, como a soprano Svetla Vassileva (Inês de Castro) e o barítono Boris Martinovitch (D. Afonso IV), Vincenzo Bello (D. Pedro), e também cantores conhecidos portugueses como Carlos Guilherme (D. Gonçalo), José Oliveira Lopes (D. Rodrigo) e Lia Altavila (D. Branca). Participou também o coro da Fundação Cupertino de Miranda e a parte musical esteve a cargo da Orquestra do Norte, dirigida pelo Maestro José Ferreira Lobo.
Os 2.500 lugares sentados, estiveram totalmente ocupados, com alcobacences de todo o concelho, e grande número de visitantes, para assistir em Alcobaça a um espetáculo que só Coimbra, dias antes, tinha tido igual privilégio.
-A Comuna – Teatro de Pesquisa, representou A Castro, de António Ferreira, na Igreja do Mosteiro de Alcobaça, no quadro do programa de encerramento da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, contra o que se insurgiu veementemente José Manuel Natividade Coelho(aqui referenciado), conforme se pode ler nesta obra.
Castro, Osvaldo de, natural do Porto, participou na contestação estudantil de Coimbra, em 1969, sendo um dos dirigentes da Associação Académica.
Licenciado em Direito (foi  colega de curso de Fleming de Oliveira, mas não correligionário político…), ex-PCP, foi membro da Comissão Política Nacional do PS, deputado à Assembleia da República entre 1995 e 2011, tendo exercido o cargo de vice-presidente da comissão de inquérito sobre o caso PT-TVI, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias.
Foi ao longo de vários anos membro da CADA/Comissão de Acesso de Documentos Administrativos, organismo independente que funciona junto da Assembleia da República. 
Osvaldo de Castro, foi agraciado em 1999 com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Jorge Sampaio.
-Os industriais de Cristalaria escolheram a Atlantis e a Ifavidro para representar o concelho de Alcobaça na visita de trabalho ao setor da cristalaria do Secretário de Estado do Comércio, Osvaldo Castro, e da Industria e Energia, Fernando Pacheco, que decorreu a 27 de fevereiro de 1998.
A ideia chave destas visitas é ter contato direto com os empresários e saber quais são os problemas dos vários setores da indústria, afirmou o secretário de Estado da Indústria e Energia, para quem é importante equacionar com as pessoas do setor quais as medidas que julgam ser mais importantes. Esta é terceira visita de trabalho a setores da indústria, depois da realizada aos setores do calçado e da cerâmica, integrada num programa desta secretaria de Estado com a Direção Geral da Indústria.
Ao fazer o ponto da situação do setor da cristalaria, o diretor-geral da Indústria, Campos Rodrigues, afirmou que há 3 anos havia uma situação de crise e hoje estamos a encontrar nas empresas uma nova confiança. Campos Rodrigues verificou que as empresas visitadas fizeram investimentos na modernização e estão num quadro de recuperação pois as empresas estão a expandir-se, estão a investir nos mercados externos e ganhar competitividade.
-Inicialmente militante do PCP, veio a aderir ao PS.
-Maria Fernanda da Bernarda e Osvaldo de Castro, protagonistas da crise académica de 1969, foram distinguidos com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, no dia 10 de junho de 1999, no Centro de Congressos de Aveiro, na sessão solene do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Veja-se Maria Fernanda da Bernarda.