segunda-feira, 28 de abril de 2014

SANEAMENTOS A PEDIDO DO VOZ DE ALCOBAÇA. PÁROCO DE COZ. GOVERNADOR CIVIL DE ALJUBARROTA.


 

SANEAMENTOS A PEDIDO DO VOZ DE ALCOBAÇA.
PÁROCO DE COZ.
GOVERNADOR CIVIL DE ALJUBARROTA.


Fleming de Oiveira

O Voz de Alcobaça, de 31 de janeiro de 1975, pela pena do impenitente anticlerical correspondente de Coz, Barbosa Rodrigues, pediu “o saneamento do pároco de Cós, que continua mistificando as pessoas e a própria religião”.
Este articulista, considerou ainda, ser a anedota da semana, a homilia proferida na Missa do Galo, a que “graças a Deus!”, não assistiu.

Não era este a única pessoa que os antifascistas de Alcobaça pretendiam sanear, alegadamente incapazes de viver nos novos tempos.
A atenção incidiu sobre Manuel Ângelo da Silva (vulgo Governador Civil de Aljubarrota), qualificado como “cacique da borda da serra e ex-comandante da Legião Portuguesa de Aljubarrota, que não obstante se encontrar em estado de falência continuava a exercer o cargo de Provedor da Misericórdia de Aljubarrota e de Louvado, inscrito na Repartição de Finanças”.
De acordo com o Voz de Alcobaça, “Manuel Ângelo da Silva serviu durante largos anos o regime fascista, pressionando as pessoas dos lugares onde preponderava e o seu domínio foi tão nítido e demorado que jocosamente o alcunhavam de governador civil de Aljubarrota”. De facto, Manuel Ângelo da Silva foi pessoa ligada ao regime, o que nunca escondeu, mas não consta que fosse muito mais que isso.
Mas era suficiente para ser excluído da nova sociedade socialista do MDP/CDE ou PC, que iria ser “cientificamente” implantada.
E enxovalhado desta maneira.






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